Capitã Marvel e uns pensamentos

Ouvi esses dias de uma amiga, inteligentíssima por sinal, a seguinte ideia: a gente aprende amor na ordem errada. O amor que a gente aprende primeiro é pelo outro. Vamos descobrir o amor pela gente só depois de muito provavelmente quebrar a cara em algum relacionamento. Bastou se frustrar com o outro que lemos em todos os cartazes modernos a frase: Amor mesmo é olhar pra dentro e enxergar uma pessoa incrível. Você se basta. Aprenda a viver por você… entre muitas outras. O discurso é maravilhoso, e a lógica mental que eu tive quando eu pensei na ideia dela foi: “verdade ne, a gente gosta primeiro de alguém, e depois que vai aprender a se conhecer e se gostar”.
Já da um assunto ótimo numa conversa pra observar as engrenagens mentais das pessoas funcionarem. Mas é muito difícil VIVER esse sonho da consciência. Na prática, acordar todo dia se achando vencedora é meio utópico.
Assisti ontem a linda da Capitã Marvel dando um monte inspiração de vida e chorei. Mesmo. É muita cobrança pra gente achar que discurso motivacional vai fazer diferença. Interna e externa. Imaginar as dificuldades de uma heroína e ver que são parecidas, se não forem iguais as nossas me fez me sentir capaz tanto quanto ela. Aliás obrigada Marvel. ❤
Por isso que a ideia de auto amor tardio me deixou meio perplexa inicialmente, mas se a gente para pra pensar nas épocas em que as coisas acontecem na nossa vida, ter essa consciência numa época de acesso (leia-se maturidade/ experiência …) torna o negócio mais autêntico. Sem as experiencias ruins da vida a gente não teria se fortalecido. Acessado as consciências que a gente tem ou conquistado os lugares que a gente conquistou.
Com a idade e as experiencias que eu tenho hoje eu não queria ser mais nova NUNCA. Aprendi a gostar do meu momento, acalmar um pouquinho minha ansiedade quanto as fases de uma vida que quando adolescente eu achava que era urgente… A vida não ia servir de nada se não fosse pra gente crescer, inclusive na minha opinião, é por isso que a gente vem. Por que pensa bem, se a criatura já absorveu essa consciência do amor próprio ela nem precisa mais desse aprendizado. E eu e você que tá lendo isso sabemos mais que ninguém que se a gente tá aqui, com nossos interesses curiosidades desenvolvimentos e fragilidades, é por que temos que evoluir de alguma maneira.
Então sobre amor próprio e esse discurso infinito e maravilhoso de auto aceitação, autoimagem, identidade e tudo que abrange essa consciência do seu EU: Consuma, mas absorva com inteligência, no SEU tempo e na SUA necessidade. A gente não deveria medir a nossa vida com a régua dos outros. Precisamos passar pelas experiências pra absorver as verdades como verdades e essas experiências nem sempre são um abraço quentinho de mãe… Então se ame sim, muito, por que você provavelmente é capaz de tudo que você quiser, mas vá com calma nas cobranças pra ter esse poder de uma vez só, por que até a capitã Marvel apanhou da vida.

Publicado em: Moda

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